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Um aluno.
Um professor.
Uma escola....
Uma escola é um lugar simples, fácil de imaginar. A rigor, basta uma sala, dentro dela professores e alunos, ambos dispostos a aprender. No ofício de entender e construir o mundo, nada pode suplantar o encontro absoluto entre mestres e aprendizes. É tamanha a importância dessa comunhão, que em torno dela foi-se elaborando um amplo repertório arquitetônico, logístico, filosófico e econômico. Talvez não fosse preciso tanto aparato, muito menos muros altos e esquemas de segurança, mas o fato é que hoje, uma escola pode ser modesta como um mosteiro, ou vertiginosa como um centro tecnológico. Ela também pode estar no quarteirão de casa ou a quilômetros de distância. Pode ser cara, pode ser barata, pode ser de graça. Uma escola não tem preço. Bastam o professor e o aluno.
A vida é feita de escolhas. E a cada uma delas correspondem lucros e perdas. No caso da escola dos filhos, escolher aquela pequenina implica abdicar do fausto em troca do aconchego. Ao optar pelo colégio glamuroso, ganha-se em excelência o que, muitas vezes se perde em qualidade. Talento e criatividade podem estar em qualquer lugar. Professores e alunos, também. Uma escola não tem aparência...
Do futuro, nada sabemos. Ele pode estar à espera de homens e mulheres singelos ou complexos. Se tudo der certo, haverá espaço para todos, os arrojados e os sensíveis, os que planejam e os que executam, os que duvidam e os que têm certeza. O que importa é que hoje existam salas de aula para formar os que farão contas e os que farão versos. Não se perde tempo na escola. Professores, alunos, escola são eternos.
Ao atravessarmos os portões de uma escola, sozinhos ou levando nossos filhos pelas mãos, entramos num território seguro, mas insondável; previsível, mas libertário; amplo, mas imensurável. Uma escola não se basta, nunca cabe dentro de si. Ela transborda, escoa, amplia, arremessa. E se tivermos bons professores, e se formos bons alunos, em nosso coração, jamais sairemos dela.
Jornalista e escritor Marco Antonio Araújo
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