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Seria a bronca maior que o feito?
Faz parte da educação de nossos filhos impor-lhes limites, limites estes que são definidos conforme nossos valores, tais como: crenças, educação que recebemos, aspirações para seu futuro, e outros.
Esses limites variam muito de família para família e até de filho para filho, portanto, eles não podem ter uma receita pronta e sim, serem aplicados usando o bom senso e a intuição natural dos pais; bom senso este que deve ser temperado com muito amor, compreensão e paciência o que requerem as diversas fases pelas quais nossos filhos passam, desde bebês até a adolescência.
De acordo com o comportamento da criança ou adolescente, vamos delimitando os conceitos que queremos passar a eles; alguns precisam de mais conversas, outros, mais carinho, mais orientação e outros, até de mais “broncas”... De acordo com o temperamento da criança ou adolescente, ele precisará de mais ou menos limites impostos, de mais ou menos repreensões.
Quando nos deparamos com nossos filhos “excedendo os limites” por nós determinados, vários pensamentos tomam conta de nossa cabeça, desde os mais simples como – “Que atitude vou tomar?” – até os mais drásticos: - “Onde foi que eu errei?” – dependendo da “infração” cometida, claro, é a atitude que acabamos tomando. Em geral, conseguimos alcançar um equilíbrio e dar a bronca na medida certa, mas, muitas vezes, pelo ímpeto de corrigir ou pelo amor que temos por nosso filho não atingimos o ideal desejado. Aí é que vale a pena uma reflexão! É preciso calma neste momento... Às vezes a bronca, a discussão, a briga, acabam saindo maior do que o “feito”, em virtude de outros fatores que, momentaneamente, podem ter interferido em nossa atitude, tais como, problemas pessoais, de saúde, familiares, profissionais que acabam virando tudo uma “bola” que poderá ser arremessada em direção ao filho infrator, isso desde o pequeno até o adolescente.
Não são poucas as vezes que presenciamos adultos agredindo pequenos verbal ou fisicamente, de forma tão brutal que nos fica claro que outros conflitos pessoais estão dentro desta “descarga”. Às vezes a bronca ou a impaciência com o adolescente é tão grande que deixamos de avaliar os motivos que o levaram a cometer tal delito. Será que nossa atuação não foi falha no momento de orientá-lo? Enfim, quando precisamos impor limites, chamar a atenção ou brigar com nossos filhos, precisamos respirar fundo e procurar avaliar se o tamanho da bronca e da raiva que temos, naquele momento, é proporcional ao que eles fizeram, para que não cometamos o erro de descarregar nossos problemas sobre eles.
O equilíbrio entra também na tolerância. Às vezes, o excesso de tolerância, causada pelos laços afetivos que temos com nossos filhos, é tão grande que termina por desculparmos todas as suas atitudes e, até mesmo justificá-las, colocando-nos a culpa por não termos acertado em determinadas orientações. Tais atitudes fazem com que agravemos a falta de limites, pois, uma vez que aceitamos e apoiamos todos os erros de nossos filhos, estamos contribuindo para que eles continuem errando...
Para tentar não errar, uma “dica” seria estarmos sempre avaliando e refletindo se os limites que estamos impondo, são adequados à faixa etária de nossos filhos e se estão de acordo com os "tempos atuais” e, ainda, se não estamos querendo impor a eles algo que está além de sua capacidade de entendimento. Encerrada a reflexão, devemos nos dispor de quaisquer outras interferências pessoais para dar a “bronca” na medida certa.
É difícil, porém é preciso tentar equilibrar ao máximo a bronca com o feito!
De: Regina Barbato
Educadora
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